DICAS

Nossos Pacotes

Formamos Grupos Exclusivos, saindo de Londrina, sempre acompanhados de Diretores Espirituais;
Nossa hospedagem acontece em Hotéis 3 e 4 estrelas, em apartamentos duplos;
Normalmente apresentamos o regime de Pensão Completa em Israel, Egito e Jordânia, Café da Manhã, Almoço e Jantar. Nos países da
Europa, Regime de Meia - Pensão - Café da Manhã e Jantar.
Em cada local visitado, há os Guias Locais e em nossos Roteiros, já inserimos todos os passeios que estão anuciados no Roteiro, além do
Seguro de Viagem.

Para Tirar o Passaporte

Entre no site da Policia Federal  : www.dpf.gov.br

Clique em EMISSÃO DE PASSAPORTE para preencher todos os campos que são solicitados. Após preencher, peça a emissão do Boleto  para ser pago na Agência Bancária

e Agende seu Horário de Atendimento na Delegacia da Policia Federal na sua cidade.

Vistos de Entradas nos Países

Para Israel e Itália, não precisamos de Visto de Entrada.
Para o Egito, o Visto é retirado no aeroporto no Cairo e providenciado pela nossa Agência.
Para todos os países da Comunidade Européia, também não precisa de Visto de Entrada.

Formação

Organizamos reuniões que antecedem a Peregrinação.

Nestas reuniões, juntamente com o Diretor Espiritual do Grupo, proporcionamos uma catequese, apresentando os lugares que serão visitados, e  o que aconteceu naquele lugar, quando aconteceu e a passagem Bíblica que apresenta os fatos que aconteceram lá.

Assim, nossos Peregrinos se preparam para fazerem uma experiência que marca a vida de cada um indelevelmente.

Visitar a Terra Santa é vivenciar o quinto Evangelho

Visitar a Terra Santa é vivenciar o quinto Evangelho.Veja texto do Frei Ildo Perondi a este respeito.

 

Queridos irmãos e irmãs: paz e bem!

 

"A Terra Santa é o quinto Evangelho". Esta expressão forte foi dita por um dos maiores biblistas da Igreja, São Jerônimo. Por ordem do Papa Damaso, São Jerônimo foi enviado à Terra Santa para fazer a tradução dos textos originais da Bíblia para o latim. Lá ele conheceu um rabino judeu, do qual se tornou grande amigo. Aprendeu a amar aquela terra onde o Senhor revelou a sua Palavra.

O Papa Paulo VI repetiu a expressão de São Jerônimo quando em 1964 também visitou os lugares sagrados, pois eles revelam o Rosto e a mensagem de Deus!

         O Sínodo sobre a Palavra de Deus, realizado em outubro de 2008, lançou um convite aos cristãos de todo o mundo para que visitem a Terra Santa. Aqueles lugares falam, eles testemunham o amor de Deus pelo seu povo, ali estão os lugares onde o Senhor fez história com o seu povo e deixou suas marcas.

         Este pequeno pedaço de terra (cabe quatro vezes no Paraná) foi o berço de três grandes religiões: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo (muçulmanos). É a Terra por onde passaram nossos pais da fé (Abraão, Sara, Isaac e Rebeca, Jacó Lia e Raquel). Terra do Rei Davi, dos Profetas. E para nós cristãos, foi o local escolhido por Deus para a Encarnação no mundo do seu Filho Jesus Cristo; local da sua Paixão, Morte e Ressurreição, e também local onde desceu o Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos e deu-se o início da caminhada da Igreja.

         Como recordou o Papa Bento XVI, na homilia do Ângelus no dia 17 de maio de 2009, depois de regressar de sua peregrinação à Terra Santa e região: "A Terra Santa foi chamada de 'quinto Evangelho', porque nela podemos ver e tocar a realidade da história que Deus realizou com os homens, começando com os lugares da vida de Abraão até os lugares da vida de Jesus, desde a encarnação até o túmulo vazio, sinal de uma ressurreição. Sim, Deus entrou nesta terra, atuou conosco neste mundo. E podemos dizer mais ainda: a Terra Santa, por sua própria história, pode ser considerada um microcosmos que resume em si o esforçado caminho de Deus com a humanidade. Um caminho que inclui, por causa do pecado, também a Cruz, mas graças à abundância do amor divino, também a alegria do Espírito Santo, a Ressurreição já iniciada; é um caminho entre as sendas do nosso sofrimento, rumo ao Reino de Deus, Reino que não é deste mundo, mas que vive neste mundo e deve penetrá-lo com sua força de justiça e de paz".

         Ao mesmo tempo a visita à Terra Santa é uma oportunidade para apoiar os cristãos que lá estão e ainda vivem naqueles lugares com muitas dificuldades. A maioria deles ainda depende e se mantêm com o turismo religioso. Portanto, é também um gesto de solidariedade.

Mas também a visita à Terra Santa é um convite a viver e entrar em contato com o diferente, testemunhando o ecumenismo e praticando o diálogo inter religioso. Ali estão nossos irmãos judeus, os palestinos, árabes, os diferentes grupos de cristãos.

Hoje também outros lugares despertam o interesse. Com o Ano Paulino, os lugares onde o Apóstolo Paulo fundou suas primeiras comunidades passaram a ser mais visitados: Síria (Damasco, Antioquia), Turquia (Éfeso), Grécia (Atenas, Corinto) passaram a ser pontos de visita e de encontro com a nossa história.

         Em setembro, nós teremos este grande privilégio de ver a Terra Santa com nossos olhos, tocar com nossas mãos, sentir com o nosso coração, pisar com nossos pés, o solo e os locais que o Senhor escolheu para fazer história com seu povo!

 

         Um abraço fraterno e muito Shalom a todos(as) vocês!

 

 Frei Ildo Perondi

A devoção a Nossa Senhora

O ano de 2017 é especial para a devoção católica a Nossa Senhora. É quando se comemoram os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, tirada das águas do Rio Paraíba do Sul nas redes de pescadores. A história da padroeira do Brasil se mistura com a história, a cultura e a crença de nosso povo.

 

E em Portugal, nos próximos dias, serão celebrados os 100 anos da aparição de Nossa Senhora às crianças de Fátima. 

 

Duas formas diferentes de se rezar à mãe de Jesus e, ao mesmo tempo, muito semelhantes. Isso porque a fé em Maria automaticamente nos leva à Cristo, o único salvador e mediador entre Deus e os homens. Rezar para a mãe é, com carinho materno, pedir ao Filho.

 

Desde 12 de outubro do ano passado, a Igreja no Brasil vive o Ano Mariano, instituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e confirmada pelo Papa Francisco, que concedeu indulgência plenária aos fiéis que visitarem, de forma peregrina, penitente e impulsionados pela caridade, a Basílica do Santuário Nacional de Aparecida ou qualquer igreja paroquial do Brasil dedicada à padroeira.

 

A devoção a Aparecida é particularmente especial. Porque, do mesmo jeito que Jesus escolheu como missionários alguns pescadores da Galileia, a Mãe de Deus escolheu no Brasil aparecer a alguns pescadores no Rio Paraíba, no interior de São Paulo. E, tal qual mais de 2 mil anos atrás, há 300 anos a pesca milagrosa se concretizou no grande número de peixes pescados. Dali por diante, a fé e a intercessão de Maria acompanharam tanto os apóstolos de Jesus quanto os brasileiros.

 

Essa graça, dividida entre os pescadores – os da Galileia e os do rio Paraíba – pode e deve ser partilhada entre as pessoas, hoje em dia. E é a mesma bênção que sentem os portugueses, ao celebrarem o centenário de Fátima. Quem já visitou Aparecida, em peregrinação, sabe que em Portugal o clima é o mesmo. O céu azul e o dia claro são característicos do local onde Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos Lúcia dos Santos (com 10 anos na época), Francisco Marto (com 9) e Jacinta Marto (com 7), esses dois últimos primos de Lúcia e que se tornarão beatos nesse ano jubilar.

 

O que une as aparições em Fátima à devoção a Aparecida é justamente o fato de Maria se revelar, tal qual fez e faz Jesus, aos mais humildes: aos pescadores, numa sociedade brasileira colonial de senhores de engenho, de condes e realezas e às crianças, numa sociedade moderna que valoriza o dinheiro e o poder. É aos inocentes e aos puros de coração que Maria se revela, a fim de mostrar o caminho a Deus a quem já perdeu a pureza da fé.

 

Visitar e peregrinar pelos santuários dedicados à Nossa Senhora é uma experiência de fé fantástica. Faz-nos sentir envolvidos e alimentados no colo da Mãe. Além de Aparecida e Fátima, recentemente tive a oportunidade de visitar o de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México, considerada não apenas a padroeira daquele país, como também a Imperatriz das Américas. Uma devoção pouco difundida aqui pela América do Sul, mas igualmente rica em histórias, detalhes e orações. A mística em torno de Nossa Senhora sempre, independentemente das formas assumidas, nos levam ao centro da fé cristã: o próprio Cristo.

 

Além de Lourdes, na França, que já é um local peregrino e romeiro dedicado à devoção à Nossa Senhora, outros destinos no mundo tem despertado o interesse de fiéis que buscam conhecer mais as diferentes formas de se rezar a Maria. Na Croácia, por exemplo, o Santuário Nacional de Marija Bistrica, cuja devoção dos croatas remonta ao século XVI. Ou então na Bósnia-Herzegovina, com Nossa Senhora de Medjugorge, aparição mais recente, data de 1981. É a mais famosa aparição mariana do século XX.

 

A característica mais marcante dos lugares dedicados à Maria no entanto, é o retorno a seu Filho Jesus. O tema do centenário de Fátima é: “O meu Coração Imaculado conduzir-vos-á até Deus!” Quem sabe nesse ano Mariano possamos nós nos aproximar mais de Jesus olhando o chamado da Mãe que nos quer revelar o amor de seu Filho por nós!

 

Rita Braile, agente de turismo

Fone: (43) 9.9994-4001

Destinos (in)seguros para viajar no turismo religioso

As frequentes crises políticas e os violentos atentados terroristas que temos assistido nos últimos anos em alguns países do Oriente Médio preocupam-nos não apenas porque têm ceifado a vida de muitos inocentes. Mas porque também é motivo da desistência de muitos peregrinos que sonham em conhecer alguns dos lugares narrados na Bíblia, importantes para a fé e para as principais religiões monoteístas no mundo, no chamado turismo religioso. Seguir os passos divinos por alguns desses países, entre eles Egito, Turquia e Síria tem sido arriscado e perigoso.

 

O Egito, por exemplo, viu passar diante de si a formação do povo de Israel, narrativa que conta a trajetória em busca da Terra Prometida. Ali, entre faraós e escravos, os egípcios viram nascer Moisés, um dos grandes profetas do Antigo Testamento. Entretanto, os turistas de hoje estão evitando visitar a terra das pirâmides, porque desde 2011, com a queda do governo de Hosni Mubarak desencadearam muitas disputas políticas e por poder, deixando a situação no país bastante instável, inclusive economicamente e suscetível a ataques terroristas.

 

Ataques que já se tornaram frequentes na Turquia, um país onde ocorreram boa parte dos relatos contidos no livro dos Atos dos Apóstolos. A cidade turca de Éfeso, por exemplo, era na antiguidade uma das comunidades às quais o apóstolo Paulo escreveu e onde se difundiu de forma mais fértil o cristianismo. Mas, nos últimos anos, tem se tornado vítima de ataques terroristas, muitos deles atribuídos ao Estado Islâmico, o que tem desestabilizado a segurança local.

 

Outro país que tem sofrido por ataques de rebeldes e pelo regime ditatorial de Bashar al-Assad é a Síria, presente em muitos capítulos bíblicos, de modo particular no Antigo Testamento, mas também no Novo. Damasco, a atual capital síria, era o principal reino do país milenar. É também considerada a mais antiga cidade continuamente habitada no mundo. E, além de ter sido palco de profecias do profeta Jeremias – algumas interpretações dizem que as guerras pelas quais passa vão destruí-la, conforme profetizou Jeremias – e ter se submetido ao reinado de Davi, ambos fatos no Antigo Testamento, é a cidade para onde Saulo caminhava antes de ser transformado por Cristo e se transformar em Paulo, o grande missionário da igreja primitiva.

 

De fato, não é o momento ideal para visitar esses países, cada qual com sua riqueza turística inestimável e com suas relações bíblicas. São territórios que guardam em si muita beleza e história. Devem e merecem ser preservados e visitados. Tão logo se resolvam os conflitos seja possível voltar a visitá-los com segurança. Por ora, é preciso encontrar alternativas que sejam também ricas em beleza e em história, com um aliado importante: a espiritualidade.

 

A Jordânia tem sido uma surpresa completamente agradável, não somente pelas belezas históricas, mas pela riqueza bíblica. E é hoje um destino bastante seguro! Assim como Israel, destino mais comum para os peregrinos à Terra Santa, a Jordânia defende que Jesus teria sido batizado do seu lado do rio Jordão. Além disso, o profeta Moisés teria passado pela hoje muito visitada Petra, a cidade talhada e construída na rocha. Todavia, o ponto mais significativo espiritualmente seja talvez o Monte Nebo, de onde, diz a narrativa bíblica, o profeta Moisés teria avistado a Terra Prometida (o lado do hoje país de Israel), sem tê-la pisado. A profecia diz que Moisés morreria ali, sem que ninguém soubesse onde está enterrado.

 

E, assim, se não podemos embarcar para conhecer Turquia, Egito e Síria, ao menos temos a Jordânia, além de Israel, como opção. Sem contar os destinos religiosos do Novo Mundo, como o México. A Terra Santa Turismo tem desenvolvido roteiros e peregrinações a esses lugares, estimulando o turismo seguro e ao mesmo tempo surpreendente!

Dia mundial do turismo: explorar o turismo, nunca o turista!

O mundo é grande. E dentro dele há uma infinidade de lugares a serem visitados. Alguns tradicionais, construídos pelo homem ou de fácil acesso. Outros, no entanto, desconhecidos do público, inóspitos e até inabitados. O fato é que ainda é possível explorar muito turismo por aí: países, estados e cidades; praias, florestas e montanhas; gastronomias, artesanatos e artes locais. Ou seja, ainda é possível explorar o turismo de muitas e sustentáveis formas, sem, no entanto, que o turista seja explorado. No dia mundial do turismo, celebrado sempre no dia 27 de setembro, é preciso refletir sobre esses e outros aspectos.

 

Porque há uma grande diferença entre explorar o turismo e explorar o turista. Esse, por sua vez, deve sentir as melhores sensações e experiências pelas quais imaginou passar. De visitar um destino e sair de lá com vontade de voltar. Jamais terminar uma viagem decepcionado ou frustrado, sentindo-se enganado ou passado para trás. Ao contrário, quando se explora o turismo em vez do turista, tem-se a possibilidade de apresentar o destino com todas as possibilidades que ele oferece, desde opções radicais às mais tranquilas.

 

É certo que, para tanto, é necessário uma conjuntura de fatores muitas vezes difíceis de se encontrarem juntos. Um deles é a qualidade e quantidade de serviços ofertados nos destinos visitados: falo aqui de estrutura física mesmo, como sanitários adequados, alimentação satisfatória e até locais minimamente confortáveis para se dormir, repousar ou descansar. Afinal, é o básico que todo turista precisa para aproveitar com segurança e comodidade o pacote de viagem contratado.

 

Infelizmente não só no Brasil, como também muitos outros lugares do mundo – Europa, inclusive – deixa, a desejar nesses aspectos. Não vou muito longe: você já visitou o Salto do Apucaraninha? É uma queda d’água com 116 metros de altura, distante cerca de uma hora no asfalto e mais uns 40 minutos em estrada de terra ao sul de Londrina, na divisão do Distrito de Lerroville com o município de Tamarana. Um lugar fantástico, mas pouquíssimo visitado justamente porque não tem suas qualidades e gabaritos explorados.

 

Tudo bem que está localizado dentro da Reserva Indígena Apucaraninha e, dessa forma, deve ser preservado ao máximo. Entretanto, ainda assim seria possível estimular a visita investindo em estrutura e comodidade. Dessa forma, explora-se o turismo, mas não o turista, mesmo que sejam cobradas pequenas taxas para a visitação, destinadas à conservação, preservação do local e – por que não? – melhorias na própria aldeia?

 

Assim ocorre com a Mata dos Godoy, localizada na Fazenda Santa Helena, no Distrito do Espírito Santo, também zona sul da cidade, antes de propriedade da família Godoy, transformada em parque estadual em 1989. Uma das últimas remanescentes de Mata Atlântica do Norte do Paraná, o local é ainda um potencial turístico a ser explorado, muito embora seja uma referência e um local bastante agradável escolhido por muitas famílias londrinenses para passar o domingo, por exemplo. Hoje, o parque é guardado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

 

Veja quanto o turismo ainda pode ser explorado em Londrina e em muitos lugares do mundo, sempre de forma sustentável e que respeite a natureza preservando também monumentos históricos. É possível e é viável. A Terra Santa Turismo atua há 25 anos no setor do turismo, mais especificamente no religioso, e temos nos deparado com muitas situações mundão afora. Não é fácil, obviamente, agradar ao gosto de todos os peregrinos ou turistas. Nós também o somos e gostamos de ser bem tratados e não nos sentirmos enganados quando viajamos.

 

Mesmo assim, é extremamente importante confiar em um trabalho que valorize exatamente este lema: “devemos explorar o turismo e nunca explorar o turista”. O bem-estar do turista o faz viajar novamente e voltar a lugares já visitados. A frustração, todavia, o afasta do destino e o faz não recomendá-lo a amigos e familiares.

 

O Vaticano, por ocasião do dia mundial do turismo de 2016, reconhece como sendo direito de todos sem distinção, fundamentando seus argumentos não apenas na Organização Mundial do Turismo, mas também na própria Declaração Universal dos Direitos Humanos, que propõe o direito ao repouso e lazer durante um período de férias. Infelizmente nem sempre isso ocorre, por diversas razões. Mas, entender que o turista deve ser respeitado e não explorado já é um primeiro passo para abrir as possibilidades das mais diversas ao turismo, seja local, regional ou internacional.

A necessidade do lazer

A luta pela sobrevivência e a necessidade de dominar a natureza levaram o homem, desde os primórdios da humanidade, a fazê-lo laborioso, propenso ao trabalho. A relação existir e trabalhar, sempre acompanhou a humanidade em todos os passos, mesmo quando gerada por contingências ou imposições das mais diversas. Mas, sempre envolto nessa relação trabalho e sobrevivência estava presente o descanso, a festa, o jogo, o repouso, enfim, um tempo que escapava ao ato exclusivo da produção ou da manufatura, às vezes bem notáveis, ou muitas vezes tão misturados ao trabalho que quase não podiam ser percebidos ou distinguidos.

 

Recreação, distração, passatempo, ócio, tempo livre, atividade lúdica, descanso, jogo, folga, não trabalho, devaneio, divertimento, recreio, hobby, fruição, gozo, folguedo, brincadeira, desfrute, descontração. Eis alguns dos diferentes termos que pretendem indicar ou designar este fenômeno que hoje, mais do que nunca, interfere na vida das sociedades modernas: a necessidade do lazer.

 

Esta manifestação social, inserida na vida cotidiana especialmente daqueles que vivem nos grandes centros, tem sido motivo de atenção e destaque nos mais diferentes seguimentos do conhecimento humano da atualidade. E não são poucos os motivos que têm levado o lazer a ser objeto de preocupação. Na economia, na política, na filosofia, na moral, na psicologia, na biologia, na arquitetura, na botânica, no jornalismo, em meios aos pesquisadores de mercado, junto aos religiosos, no direito e na sociologia, observa-se uma dedicação cada vez maior dos pesquisadores a esse respeito.

 

Não somente porque o lazer se faz um rico e vasto campo de pesquisa, mas também porque se vê envolvido cada vez mais no cotidiano das pessoas. Os desdobramentos que o lazer vem imprimindo, suas causas e seus efeitos, afetam o ritmo daqueles que dele se utilizam e dele se ocupam: as pessoas que praticam e as que trabalham com o lazer.

 

Enquanto fonte de prazer e diversão, o lazer é, ao mesmo tempo, fonte de trabalho e riqueza e suas ações afetam os mais diferentes seguimentos da sociedade, mudando hábitos, reformulando costumes e desencadeando uma crescente revolução sóciocultural.

 

Algo inusitado está ocorrendo na sociedade nestas primeiras décadas do milênio, permeando mais do que nunca as vidas das pessoas, das famílias, das amizades e das relações afetivas, e não só alterando hábitos ou costumes, mas, como decorrência dos hábitos do lazer, impondo novos valores e, portanto, estabelecendo uma nova ética social.

 

Quem sabe, conhecendo, compreendendo e assimilando um pouco mais sobre sua gênese, seus diferentes aspectos, seus conceitos, suas dimensões e perspectivas, se possa não só mudar a visão existente em torno do lazer, como também interpretá-lo, incorporá-lo e vivenciá-lo convenientemente, quer seja no âmbito pessoal, quer seja no âmbito comunitário.

 

Tão antigo quanto o próprio trabalho, o lazer acompanha o homem em sua trajetória pela história, sem que ele, muitas vezes, se dê conta dessa doce companhia.

 

Percorrer esta trajetória é reacender o ânimo de quem desfruta do lazer nestes conturbados dias de hoje, sabendo que ele tem que ser conquistado, que custa dinheiro e tempo e que muitas vezes é uma utopia, que nem sempre se alcança em plenitude, mas que eventualmente propicia descanso e prazer, além de estar provocando uma das maiores revoluções culturais na sociedade moderna.

Viagens, fotografias e sensações!

Roupas miúdas, alguns agasalhos, calçados, objetos de higiene pessoal e máquina fotográfica. A bagagem de uma viagem deve ter incluído qualquer equipamento que registre fotos e vídeos, até para que se tenham boas recordações. Entretanto, vê-se por aí muitos exageros. Perceba, quando se está em algum ponto turístico pelo mundo, a quantidade de pessoas portando máquinas e equipamentos fotográficos a registrar todos os detalhes da paisagem.

 

É intrigante, no entanto, como certas pessoas desperdiçam o tempo da contemplação em busca de imagens sequenciais, uma após outra. Trocam o êxtase do sentir pela mecânica do estocar (registrar). Trocam a abstração do momento pela coleção de imagens que posteriormente de tornam fragmentos de lembranças.

 

A melhor máquina fotográfica que existe é o nosso cérebro. Mais do que imagens, registra as emoções sentidas em nossa alma num determinado olhar, num determinado momento. Nenhum Instagram, Facebook, Smartphone, SnapChat, máquina fotográfica ou qualquer outra ferramenta do tipo, é capaz de registrar a emoção que sentimos quando deparamo-nos com uma imagem especial. Aquela que fez nosso coração palpitar.

 

As paisagens naturais ou os monumentos históricos, por vezes estão na frente dos viajantes durante alguns bons minutos. No entanto, há algumas raridades que só permitem estar diante do visitante durante pouco tempo, como a Mona Lisa, pintura de Leonardo da Vinci, no Museu do Louvre, em Paris. Ou então a passagem do papa Francisco num papa móvel, por exemplo. Será que vale a pena perder a visibilidade real para garantir a imagem virtual?

 

É uma grande decepção quando se olha para uma foto e se percebe que a imagem não foi capaz de registrar os sentimentos, mas registrou apenas a plástica momentânea e estática. O que a imagem significa para uns pode ser completamente diferente do que significa para outros porque o nosso cérebro é capaz de captar sentimentos que a máquina não registra. A máquina não tem a capacidade de mostrar tudo o que envolveu nossa mente naquele instante. Onde ficou o perfume? Qual o sabor que teve? Qual a intensidade do toque? Qual a sensação da brisa? O sussurro do vento? Ou seja, qual o verdadeiro foco desejado?

 

Uma foto não traduz o gozo do contato íntimo com a natureza, com a paisagem, com a obra de arte, com a arquitetura preservada. Não é incomum nos depararmos com pessoas que, ao viajarem, trazem para casa centenas e até milhares de fotos de viagens de uma semana ou 15 dias. Conheço o caso de uma pessoa que voltou de uma viagem com mais de 800 fotos. E depois não sabia o que fazer nem identificá-las. Não sabia quais eram os locais, os pontos turísticos.

 

Obviamente as fotografias são importantes para guardar as lembranças das viagens que fizemos. Mas, não são o único elemento de uma viagem. Há os sabores gastronômicos, o silêncio das paisagens, igrejas e parques, as belezas de uma flor. O cheiro e as cores das cidades.  Muitas vezes perdemos tanto tempo correndo para tirar as fotos sem degustar dos momentos, sem abstrair que inspiração aquela paisagem transmite.

 

Ninguém é contra a fotografia, mas falta-nos bom senso e o equilíbrio para medirmos a quantidade e o momento correto de registrar. Uma imagem vale mais que mil palavras. Mas nem sempre muitas imagens traduzem uma viagem, um momento.

Por que viajar, mesmo em tempos de crise?

Muitas e diversas são as preocupações do brasileiro que ameaçam as viagens de turismo dentro e fora do país. De fato, o Brasil não vive nesse momento sua melhor fase econômica. Por conta disso, o real se desvalorizou bastante frente ao dólar e ao euro, moedas que embasam os orçamentos turísticos para o exterior, por exemplo. Lá fora, atos terroristas de grupos fanáticos também assustam quem pensa viajar, principalmente para destinos como o Oriente Médio e alguns países europeus. Qual a verdadeira realidade?

 

Não é o momento de trocar o carro nem o sofá. Entretanto, quando a viagem é planejada, é possível realizar esse sonho, a partir de uma série de fatores: organizar a parte financeira, planejar em família, aproveitar cotações baixas para comprar dólar e euro e – por que não? – parcelar o custo da viagem posteriormente. Hoje, se compra uma passagem aérea em até dez vezes no cartão.  

 

Apesar das ameaças terroristas, os países acostumados a receber turistas assim como as companhias aéreas que os transportam, se prepararam para oferecer o máximo de segurança em aeroportos e pontos turísticos. De modo que se constata hoje, mais do que nunca, que o número de viagens, em que pesem todos os fatores negativos, só tem aumentado. Basta dar um giro pelas redes sociais e ver as fotos dos amigos pelo mundo. Diante de cenários aparentemente tão desfavoráveis, como se explica esse crescimento?

 

Os aviões internacionais estão sempre lotados. As redes hoteleiras pelo mundo têm ofertado cada vez mais leitos. E os negócios atrelados ao turismo apresentam índices positivos ano a ano. A realidade é que viajar faz bem. É um investimento, mais que um gasto, porque traz uma alegria duradoura. A cada recordação, lembrança ou memória, a satisfação interior se renova e revive em nós a experiência adquirida. Esse é um bem perene, ninguém nos tira. Ao passo que um produto material, além de se deteriorar e ficar obsoleto, pode nos ser roubado. A experiência de uma viagem jamais perde valor.

 

Enquanto você lê esse texto, certamente sua memória se recordou de algumas lembranças de viagens que você fez: um mochilão, uma viagem em família, uma peregrinação religiosa, suas últimas férias ou até mesmo viagem a negócios.

 

O turismo se recria e encontra alternativas. Numa viagem se faz experiências gastronômicas, artísticas, religiosas, históricas e sociais, entre tantas outras. E nunca repetidas, mesmo que possa ser o mesmo destino. Há sempre algo novo a se descobrir. Até uma experiência desastrosa pode se transformar numa lembrança boa :o extravio de uma mala, a perda de um voo ou qualquer outra situação que nos faça rir depois de passado o sufoco. Uma viagem eleva a nossa alma, nos transforma e nos transporta a dimensões que antes não seriam tangíveis.

Você continua achando que não há motivos para viajar? Crises sempre existirão. Mas, as motivações de uma viagem nos ajudam a supera-las.

 

Qual será seu próximo destino?

Medo de viajar: a diferença entre percepção e realidade

Você tem medo de viajar? Não seria surpresa se dissesse que sim. E vários são os fatores para isso: uns temem passar muitas horas dentro de um avião. Outros se retraem diante das incertezas políticas e econômicas no Brasil, que elevaram o valor dólar a patamares próximos dos R$ 4. Mas, sobretudo, muitos preferem não embarcar por medo relacionado às questões de violência em alguns dos destinos mais visitados no mundo: desde a Europa até ao Oriente Médio.

 

Como empresário do setor de turismo, sinto a resistência de muitos em optar, por exemplo, pela Terra Santa. Vez em quando ouve-se falar em atentados terroristas, em homens-bomba que se explodiram em Jerusalém. Dias atrás, num atentado do Estado Islâmico, perto de 50 pessoas morreram na Síria. E quem não se lembra das explosões em Paris, em 2015? Um foi em janeiro e o outro em novembro, matando respectivamente 17 e perto de 130 pessoas. E, ironicamente, a Cidade Luz continua a receber turistas aos montes, vindos de todos os cantos do planeta, fazendo dela a que mais recebe visitantes em todo o mundo.

 

É que uma coisa é a realidade e outra, totalmente diferente, é a percepção que temos dela. Por exemplo: se voar é o meio de transporte mais seguro, por que nos assustamos tanto com as notícias de desastres aéreos? Por várias razões: são raros e normalmente são fatais, dadas as circunstâncias. Diariamente, mais de 3 milhões de pessoas utilizam aviões para se locomover. Ao contrário, ouvimos falar de acidentes de automóveis com muito mais frequência, mesmo fatais, mas já nos acostumamos com o fato.

 

Com a violência ocorre a mesma coisa. O número de mortes em atentados terroristas pelo mundo é pequeno perto das ocasionadas por acidentes de trânsito, assaltos e, principalmente, por homicídios, aqui no Brasil. Vamos aos números. O maior e mais comovente ataque terrorista de todos os tempos, ocorrido nos Estados Unidos, em 2001, matou 2.973 pessoas atingidas por dois aviões nas torres gêmeas do World Trade Center, além de outros dois aviões jogados em outros alvos.

 

É menos do que, em três anos (2010, 2011 e 2012), as mortes por arma de fogo em algumas capitais do Nordeste: Fortaleza (4.031) e Salvador (4.330). Que eu saiba, ninguém deixou de viajar para as belas praias nordestinas por causa da violência. Outro exemplo: o maior atentado terrorista da Europa ocorreu em Madri, na Espanha, em 2004, matando 191 pessoas. Muito menos mortos do que, nos mesmos três anos das, ocorreram em outras cidades brasileiras: Porto Seguro (367), João Pessoa (1.589), Foz do Iguaçu (435) e Recife (2.049).

 

As informações do Mapa da Violência, divulgado em 2015, compreende informações dos anos de 2010, 2011 e 2012. E nos mostram que a realidade vai além da percepção: Curitiba figura em 137º lugar no ranking das 250 cidades mais violentas, com 2.061 homicídios em três anos. São Paulo e Rio de Janeiro, que nos parecem mais violentas, nem aparecem na lista.

 

Veja que ninguém deixou de viajar para Curitiba mesmo a linda capital paranaense apresentando altos índices de violência, maiores dos que os registrados em atentados terroristas. Pelas redes sociais é possível constatar: belas fotos no Jardim Botânico, na Ópera de Arame e nos tantos outros pontos turísticos curitibanos. Assim como ninguém deixou de viajar a Guaíra e a Foz do Iguaçu, respectivamente na 9ª e na 43ª colocação, por medo da violência.

 

Assim, constata-se que o medo é fruto da percepção que temos acerca da violência e não está fundamentado na realidade. Obviamente que viajar traz riscos, assim como viver. Mas, é preciso administrá-los. E, claro, não vamos levar turistas para conhecer Damasco, a capital da Síria, tampouco o Cairo, capital do Egito, porque sabemos que esses dois lugares estão mais susceptíveis à violência. Do resto, viajar continua sendo dos maiores prazeres da vida, apesar das dificuldades financeiras.